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2027 Será Um Ano Muito Difícil

A desaceleração da demanda doméstica já está em curso e tende a se aprofundar em 2027. Setores cíclicos, crédito, juros, o ajuste fiscal e o mercado de trabalho apontam todos para uma demanda doméstica bem mais fraca no ano que vem.

O Abismo Fiscal e o Subprime dos Juros

A combinação dívida pública elevada com juros altos, que prevalece em importantes economias, tende a aumentar a probabilidade de instabilidades financeiras. O risco não está apenas no endividamento público, mas em quem financia esses títulos, com quanta alavancagem e sob quais condições de garantias. Isso é o que apontou o FMI em seu último Relatório de Estabilidade Financeira.

A Inflação Não Vai Cair Tão Cedo

O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,6% em setembro e a variação em 12 meses acelerou para 3,7% (de 3,4%). O núcleo avançou 0,3% no mês e 2,6% em 12 meses. A alta do índice cheio é, sobretudo, um fenômeno de energia.

Vitória de Flávio Tende a Reduzir Ainda Mais os Prêmios de Juros

Estimamos em cerca de 90% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro no 2º turno. Com a vitória, o swap pré-DI de 10 anos pode recuar a 11,80% (cenário A) ou 10,45% (cenário B), o dólar pode voltar aos R$ 4,86 de Dez23 e o Ibovespa teria alta adicional de 5% a 15% pela via dos juros. O limite é o cenário internacional.

Eleições 2026 – Do 1º ao 2º turno

Flávio Bolsonaro chega ao 2º turno com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, a menor vantagem do líder nas três eleições analisadas. Com 98% do espólio dos eliminados no campo de centro-direita e direita, o cenário-base projeta Flávio com 52,0% dos votos válidos (entre 50,3% e 53,4% em cinco cenários).

Emprego e Renda em Estados e Municípios: Uma Fotografia

As estatísticas nacionais de emprego e renda escondem uma enorme desigualdade regional: estados e capitais convivem com realidades muito distintas de emprego, renda e informalidade — e essa desigualdade reforça a importância de programas como o Bolsa Família justamente onde a pobreza é maior.

PIB 3/3 – O Ajuste Está Funcionando. Há Dois Riscos Para Monitorar.

A desaceleração do consumo doméstico mostra que a política monetária foi bem-sucedida, com a taxa real de juros ainda elevada. A Pezco projeta a Selic em 13,25% ao fim de 2026 — mas dois riscos, fiscal e de oferta, exigem monitoramento.

Persistem o Choque Internacional do Petróleo e as Incertezas Fiscais no Brasil

A edição de setembro do Cenário Econômico da Pezco: o petróleo acima de US$ 100 reacende o risco inflacionário de curto prazo e o quadro fiscal segue no centro das atenções. O PIB desacelera, o IPCA dá alívio momentâneo e a dívida — sobretudo o seu custo no Brasil — preocupa.

Os juros chegaram à atividade? (Tatiana Pinheiro)

O hiato do produto se fechou e entrou em terreno marginalmente negativo, antes do que esperava o Banco Central. A dinâmica aponta desaceleração da demanda — e não ganho de produtividade — e sustenta a continuidade gradual do corte de juros.

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