Os últimos indicadores de inflação nos Estados Unidos têm mostrado tendências diversas. O mercado fica eufórico com o CPI, que desacelera, mas desanima quando é anunciado o deflator do PCE, que tem apontado para cima (Ver Gráficos 1 e 2). Dado que o segundo atribui peso maior ao grupo de serviços, que é mais resiliente, e dentro deste, menor ao item aluguéis, que tem ajudado a puxar o CPI para baixo, entendemos que se justifica o aumento da cautela manifestado pelos membros do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve.
Não fosse o ambiente externo benigno, o Brasil já estaria passando por uma crise de confiança em relação às suas contas públicas. A valorização global de ativos em um ambiente desinflacionário, os ganhos de produtividade produzidos pelos avanços das Inteligências artificiais e a diversificação de ativos que tem provocado desvalorização do dólar no mercado internacional; produzem forte fluxo de entrada de capitais internacionais e ajudam a financiar o déficit público.