Segundo nossas estimativas, somente em 2025, as famílias endividadas teriam desembolsado cerca de 256 bilhões em juros. Grande parte destes recursos foi absorvido pelos poupadores.
O relatório analisa o cenário econômico e financeiro da semana de 18 a 22 de maio de 2026, destacando a combinação entre inflação elevada, tensões geopolíticas e aumento do risco político no Brasil.
É equivocado atribuir aos defensores de um ajuste fiscal a intenção de cortar os gastos públicos. O ritmo de crescimento das despesas nos últimos anos tem sido tão acelerado que uma simples redução da velocidade de alta já seria um avanço notável.
Os fortes impulsos fiscal e creditício engendrados nos últimos anos, no entanto, seguem aumentando a demanda por mão de obra em um mercado de trabalho já apertado.
Apresentamos um cenário para o pós-guerra com foco no impacto do petróleo sobre inflação, juros e crescimento global. Mesmo com possível cessar-fogo, os efeitos inflacionários tendem a ser persistentes, limitando cortes de juros nos EUA e no Reino Unido. O ambiente global ainda favorece ativos de risco devido à dinâmica estrutural de inovação. No Brasil, há ganhos com petróleo e fluxo de capitais, mas riscos fiscais e políticos seguem relevantes. O mercado parece precificar mudança política, enquanto o alto endividamento e juros elevados continuam sendo desafios centrais.