A volta do preço do petróleo para nível acima de US$ 100por barril indica o tamanho do desafio para retomar a ofertada commodity no curto prazo. Apesar do elevado risco inflacionário, há uma certa tranquilidade nos mercados, especialmente dos EUA.
O governo tem razão de estar preocupado com a situação financeira do brasileiro, principalmente porque o tema tem forte apelo eleitoral. A estratégia é tentar aliviar o bolso dos mais pobres através do programa “Desenrola”. A pergunta que fica é: quem vai desenrolar o próprio governo? A resposta: você.
Veja o arquivo em xls com as projeções.
As incertezas em relação às ações econômicas dos EUA têm sido compensadas pela fortaleza das inovações tecnológicas. A política tarifária e a depreciação do dólar têm sido pouco altistas para a inflação e para as taxas de juros.
Geopolítica: A disputa pela hegemonia econômica global entre Estados Unidos e China, e a guerra entre Rússia e Ucrânia ficaram para segundo plano. O ataque norte-americano ao Irã se configura agora como o principal fator de risco geopolítico. O cenário pressupõe conflitos mais intensos por cerca de dois meses, arrefecendo a partir de abril/maio.
Parte relevante da deterioração do mercado de trabalho, ocorrida ao longo de 2025, esteve relacionada à perda de empregos ocorrida no setor público. A média mensal de 3 mil vagas adicionadas por mês em um passado recente (+37 mil somente em 2024) se transformou em uma destruição de 20 mil vagas na mesma base de comparação, quando tomados os últimos 12 meses. (Ver Gráfico 2).
Ainda não incorporando o período posterior ao choque do petróleo, os dados referentes às contas externas mostram que o Brasil está bem-posicionado para atravessar a crise internacional. Primeiro porque o déficit em transações correntes, em 2,7% do PIB em 12 meses até fevereiro, vem apresentando recuos substancial ante os 3,6% que prevaleciam em meados de 2025 (Gráfico 1).
O brasileiro é predominantemente conservador. A maioria de nós tende a cultivar valores tradicionais da religião, da família, do pensamento estereotipado sobre homens, e pouco aceitar as minorias (o diferente é tolerado, mas é visto como incômodo no espaço público).
O que acontece quando o impulso da política fiscal e do crédito direcionado são excessivos? Resposta: a autoridade monetária se vê obrigada a praticar juros excessivamente elevados para conter a inflação, o que agrava a situação financeira tanto das famílias quanto das empresas.
A autoridade monetária reduziu juros, no ano passado, em reação a uma elevação apenas moderada do desemprego, mas em um ambiente de mercado de trabalho ainda apertado. É possível que a oferta de mão de obra venha a apresentar restrições adicionais em função da agressiva política de combate à imigração. O fato é que o custo unitário do trabalho aumentou 2,4% em 12 meses até o último trimestre de 2025, resultado de salários crescendo 5% e produtividade aumentando 2,2% (Gráfico 1).
O presidente do FOMC (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve), expressou que não haverá corte de juros enquanto não houver sinais claros de que a inflação está progredindo rumo à meta de 2% ao ano. Temos chamado a atenção para o fato de que, mesmo antes da alta dos preços do petróleo, tal dinâmica dificilmente se verificaria em 2026.