- O Banco Central do Brasil divulgou hoje os dados referentes ao endividamento de empresas e famílias. O estoque das operações de crédito do SFN alcançou R$7,2 trilhões em março, um aumento de 9,7% em 12 meses (ante inflação de 4,1%). O destaque ainda é a expansão do crédito direcionado, que aumentou 12,3% na mesma base de comparação.
- O endividamento das empresas segue elevado (54.9% do PIB) mas abaixo das máximas históricas (57%). Já o das famílias nunca foi tão alto (38% do PIB). O custo de crédito está nas alturas (média de 17,5% a.a. para PJs e 28,2% a.a. para PFs) e a inadimplência também segue quebrando recordes (2,7% para empresas e 5,3% para as famílias).
- Mas vejamos o seguinte: o estoque de dívida das famílias em relação à sua renda anual está em 49,9%. No caso das empresas, estimamos uma relação de mais ou menos 21,7%. Já para o setor público o número é de impressionantes 230% (79,2% do PIB em passivos divididos por 34,4% do PIB, que é carga tributária). O gráfico 1 sumariza os dados.
- Já o Gráfico 2 mostra a dinâmica recente das relações de endividamento em relação ao PIB de pessoas físicas, jurídicas e setor público.
- Ou seja: o governo tem razão de estar preocupado com a situação financeira do brasileiro, principalmente porque o tema tem forte apelo eleitoral. A estratégia é tentar aliviar o bolso dos mais pobres através do programa “Desenrola”. A pergunta que fica é: quem vai desenrolar o próprio governo? A resposta: você.




