- A produtividade do trabalho (produto por hora) no setor não-agrícola cresceu 1,4% em ritmo anualizado no 2º trimestre de 2026 e 2,2% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (Ver Gráfico 2). O resultado combina alta de 1,7% do produto com avanço de apenas 0,3% das horas trabalhadas.
- Os custos unitários do trabalho (ULC) subiram apenas 1,3% anualizado no trimestre e 1,4% em 12 meses — ritmo benigno, que ajuda a explicar a continuidade da desinflação no núcleo do CPI (Ver Gráfico 1).
- A remuneração horária avançou 2,7% anualizada, mas em termos reais recuou 3,1% no trimestre, refletindo a inflação ainda resiliente do período. Como a produtividade cresce em linha com a folha por hora, a pressão de custos sobre os preços permanece contida.
- Os dados do 1º trimestre foram revisados favoravelmente: a produtividade subiu 0,5 p.p., para 0,8%, e os custos unitários caíram 0,5 p.p., para 1,3% — reforçando o quadro de custos comportados.
- Na indústria de transformação, a produtividade avançou 1,9% no trimestre, com bens duráveis (+2,7%) à frente dos não-duráveis (+2,0%), sinal de que os ganhos de eficiência não se restringem aos serviços.
- O destaque estrutural: a produtividade cresce a 2,1% ao ano no ciclo atual (desde o 4º trimestre de 2019), acima dos 1,5% do ciclo anterior. Se sustentado, esse ganho amplia o crescimento potencial da economia e dá ao Fed mais espaço para reduzir juros sem reacender a inflação.



