Brasil – Estatísticas de Crédito: Governo Preocupado com o Endividamento… Dos Outros!

Baixar Arquivo
Tempo de leitura: 2 minutos
Tempo de leitura: 2 minutos
  • O Banco Central do Brasil divulgou hoje os dados referentes ao endividamento de empresas e famílias. ​O estoque das operações de crédito do SFN alcançou R$7,2 trilhões em março, um aumento de 9,7% em 12 meses (ante inflação de 4,1%). O destaque ainda é a expansão do crédito direcionado, que aumentou 12,3% na mesma base de comparação.
  • O endividamento das empresas segue elevado (54.9% do PIB) mas abaixo das máximas históricas (57%). Já o das famílias nunca foi tão alto (38% do PIB). O custo de crédito está nas alturas (média de 17,5% a.a. para PJs e 28,2% a.a. para PFs) e a inadimplência também segue quebrando recordes (2,7% para empresas e 5,3% para as famílias).
  • Mas vejamos o seguinte: o estoque de dívida das famílias em relação à sua renda anual está em 49,9%. No caso das empresas, estimamos uma relação de mais ou menos 21,7%. Já para o setor público o número é de impressionantes 230% (79,2% do PIB em passivos divididos por 34,4% do PIB, que é carga tributária). O gráfico 1 sumariza os dados.
  • Já o Gráfico 2 mostra a dinâmica recente das relações de endividamento em relação ao PIB de pessoas físicas, jurídicas e setor público.
  • Ou seja:  o governo tem razão de estar preocupado com a situação financeira do brasileiro, principalmente porque o tema tem forte apelo eleitoral. A estratégia é tentar aliviar o bolso dos mais pobres através do programa “Desenrola”. A pergunta que fica é: quem vai desenrolar o próprio governo? A resposta: você.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O jogo invisível do mercado que poucos têm coragem de revelar.

Descubra como a indução e a manipulação moldam decisões todos os dias e aprenda a enxergar o que a maioria ignora.

Newsletter Market Cruncher

Receba insights estratégicos do mercado direto no seu e-mail.

Continue se informando

Artigos Relacionados

EUA: Produtividade Resiliente e Custos do Trabalho Contidos Sustentam a Desinflação

A produtividade do trabalho (produto por hora) no setor não-agrícola cresceu 1,4% em ritmo anualizado no 2º trimestre de 2026 e 2,2% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (Ver Gráfico 2). O resultado combina alta de 1,7% do produto com avanço de apenas 0,3% das horas trabalhadas.

O futuro próspero fica para depois

Pela terceira eleição consecutiva, o Brasil volta a discutir duas visões de país que, em essência, conhecemos desde 2018. De um lado, o PT mantém o Estado como indutor do desenvolvimento. Do outro, o bolsonarismo defende um Estado menor e maior protagonismo privado. Mudam slogans e circunstâncias, mas o núcleo do debate permanece.

Hyperscalers: Quanto é Muito?

Somente 10 das mais relevantes empresas entre as chamadas hyperscalers nos Estados Unidos devem investir um total perto de USD 1 trilhão em 2026, ante meros USD 100 bilhões em 2020 (gráfico 1).   O Capex associado ao boom da IA concorre por atenção dos investidores e está ajudando a colocar pressão sobre os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.

Newsletter Market Cruncher

Receba insights estratégicos do mercado direto no seu e-mail.

A Market Cruncher utiliza suas informações de contato para enviar conteúdos relevantes.
Você pode cancelar o recebimento a qualquer momento.