O relatório destaca que a guerra envolvendo o Irã aumentou as pressões inflacionárias globais, principalmente por causa da alta nos preços do petróleo e da energia. Mesmo com a inflação elevada, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic de 15% para 14,5%, embora o mercado ainda espere juros altos ao longo de 2026. Além disso, existe expectativa de que o dólar permaneça próximo de R$5,00, influenciando diretamente os preços internos e o controle da inflação.
Nos Estados Unidos, houve criação de 115 mil empregos em abril de 2026, demonstrando resiliência econômica. Ao mesmo tempo, a dívida pública americana ultrapassou 100% do PIB, atingindo o maior nível desde 1945. Já no Brasil, a balança comercial registrou superávit de US$10,5 bilhões, impulsionada principalmente pelas exportações de soja e petróleo. O investimento chinês no país também cresceu fortemente, com foco em mineração, carros elétricos e infraestrutura.
O mercado financeiro apresentou forte volatilidade. O petróleo Brent acumulou alta superior a 66% no ano, enquanto o ouro e a prata também subiram devido às incertezas geopolíticas. O Ibovespa caiu durante o período analisado, apesar da entrada significativa de capital estrangeiro na bolsa brasileira. Já o real se valorizou frente ao dólar, chegando próximo de R$4,89.
O relatório também mostra crescimento da indústria brasileira, especialmente nos setores automobilístico e de eletrodomésticos. Além disso, o país ampliou investimentos em logística, energia e biocombustíveis, com destaque para o etanol de milho, que ganhou relevância internacional como alternativa sustentável para transporte marítimo e aviação. Por outro lado, produtores de soja enfrentam dificuldades devido ao crédito caro, custos elevados e riscos climáticos ligados ao fenômeno La Niña.
As projeções econômicas para 2026 indicam crescimento moderado do PIB brasileiro, inflação próxima de 5%, taxa Selic em torno de 13% e aumento da dívida pública para mais de 81% do PIB.



