Choque do Petróleo Favorece Fiscal e Externo, Mas é Péssimo para Inflação e Juros

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O relatório analisa o cenário econômico e financeiro da semana de 18 a 22 de maio de 2026, destacando a combinação entre inflação elevada, tensões geopolíticas e aumento do risco político no Brasil. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor atingiu 3,8% em 12 meses, impulsionada principalmente pela alta dos preços de energia e combustíveis, elevando a percepção de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve. Na China, a inflação também acelerou, enquanto persistem tensões comerciais entre EUA e China.

No Brasil, o relatório aponta deterioração das expectativas fiscais e aumento da percepção de risco político após eventos ligados ao cenário eleitoral, refletindo em queda do Ibovespa, desvalorização do real e elevação das taxas de juros futuras. Apesar disso, o fluxo cambial e os fundamentos externos continuam relativamente sólidos. A inflação brasileira medida pelo IPCA alcançou 4,39% em 12 meses, pressionada principalmente pelos preços de alimentos e saúde.

O documento também destaca a forte volatilidade das commodities, com petróleo Brent acumulando alta superior a 79% no ano, além da disparada do gás natural. O aumento dos custos energéticos e agrícolas, agravado por tensões no Estreito de Ormuz, amplia os riscos inflacionários globais. Entre os setores analisados, o relatório aborda os impactos da reforma tributária brasileira, o crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no país e as mudanças recentes na tributação de compras internacionais.

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