Após dois meses de guerra e petróleo acima de US$ 100, a inflação global deixou de ser apenas um risco e passou a se materializar nas principais economias. Nos EUA, Europa e Reino Unido, os índices de inflação aceleraram, pressionando bancos centrais a adotarem discursos mais duros sobre juros.
No Brasil, o IPCA-15 subiu para 4,37%, próximo ao teto da meta, enquanto as expectativas para 2026 seguem acima de 4,5%. O Banco Central reduziu a Selic para 14,50%, mas indicou cautela diante da persistência inflacionária. O mercado de trabalho brasileiro mostrou sinais de desaceleração, apesar do desemprego ainda baixo.
O petróleo Brent alcançou US$ 114 por barril, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pelas incertezas no Estreito de Ormuz. Nos mercados, as bolsas americanas renovaram máximas históricas, enquanto o Ibovespa caiu pela terceira semana consecutiva.
O real se valorizou frente ao dólar, sustentado pelo fluxo cambial positivo. Destacamos também mudanças na reforma tributária, impactos do acordo Mercosul-União Europeia e forte avanço das exportações chinesas para a América do Sul.
Por fim, ressaltamos o aumento dos investimentos das Big Techs em inteligência artificial e projetamos crescimento moderado da economia brasileira em 2026.



