- As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$ 5,6 bilhões em fevereiro de 2026. Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 6,8 bi. Já os investimentos em carteira no mercado doméstico registraram ingressos líquidos de US$5,4 bilhões, dos quais US$2,8 bilhões em ações e fundos de investimento e US$2,6 bilhões em títulos de dívida. Nos doze meses encerrados no mês passado, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$29,3 bilhões.
- Ainda não incorporando o período posterior ao choque do petróleo, os dados referentes às contas externas mostram que o Brasil está bem-posicionado para atravessar a crise internacional. Primeiro porque o déficit em transações correntes, em 2,7% do PIB em 12 meses até fevereiro, vem apresentando recuos substancial ante os 3,6% que prevaleciam em meados de 2025 (Gráfico 1).
- E segundo porque os saldos positivos no balanço entre exportações e importações de petróleo seguem crescendo (Gráfico 2). Se os preços se mantiverem em uma média de USD 100 por barril (Brent) até o final do ano, a Balança Comercial pode ser positivamente impactada em USD 13 bilhões somente em 2026.
- De fato, o petróleo já está entre os principais produtos exportados pelo Brasil e a tendência é de crescimento, pelo menos até 2028. Em um contexto de choque de preços decorrente da guerra no Irã, a posição do país como grande produtor tende a afetar positivamente também as contas fiscais. Para cada USD 10 de aumento nos preços do barril de petróleo o impacto sobre as receitas líquidas do setor público pode ser de R$ 11 bilhões em 1 ano.




