O PPI de demanda final recuou em junho mas segue elevado, em 5,5% (vs 6,0% até maio). O núcleo
mais restrito, que exclui alimentos, energia e serviços de comércio, roda a 5,1% (Ver Gráfico 1).
- O quadro é preocupante porque mostra uma mudança importante de patamar da inflação ao
nível do produtor, de cerca de 2% a 3% ao final do ano passado para 5% nas últimas leituras.
Mesmo se os preços do petróleo voltarem, é pouco provável que inflação no atacado recue
para o nível anterior. - Isso porque os dados mostram claramente que o choque tarifário tem sido repassado ao nível
do produtor, ainda que muito menos para os consumidores. Os preços de bens importados
aumentaram 7,1% nos 12 meses até junho. É claro que parte dessa pressão se deve ao petróleo,
mas mesmo o custo dos importados de países como Alemanha, Japão e China (não
exportadores de energia) seguem em aceleração (Ver Gráfico 2). - O índice de preços ao produtor (PPI) para demanda final apresentou queda de 3% em junho,
puxado para baixo por energia (a gasolina recuou 12,0%, respondendo por quase dois terços da
queda de 1,4% nos bens). Os serviços de demanda final subiram 0,2% no mês. - A abertura mostra pressão persistente fora da energia: os bens ex alimentos e energia aceleraram
para 5,1% em 12 meses, com alta de 1,6% nos produtos plásticos no mês. É mais um sinal de repasses
de custos no atacado.



