A polarização política e o pessimismo atuais podem estar ligados ao descontentamento de uma parcela relevante da população que se vê perdedora em um jogo arbitrado por instituições mais preocupadas com a autopreservação do que com a defesa de regras justas e imparciais. A mão do estado passa a ser vista como determinante da alocação de riqueza em favor de grupos específicos – muitas vezes percebidos como não merecedores - sem impor ônus relevante aos segmentos mais privilegiados da sociedade. Daí a força de temas como meritocracia, religião e empreendedorismo. A polarização e o pessimismo em um contexto de eleições favorecem abordagens populistas, como: 1) busca por culpados, 2) apresentação de soluções simples, 3) combate às instituições e 4) apelo emocional focado no medo.