Criação de Vagas Bem Ruim em Fevereiro, Mas Quadro não é de Fragilidade
- Os dados referentes ao mercado de trabalho nos Estados Unidos trouxeram preocupações em relação ao estado da economia justamente em um momento em que estímulos de política monetária adicionais parecem mais difíceis dado o conflito no Oriente Médio.
- É precipitado concluir que a atividade econômica vai mal ou que o desemprego tende a aumentar. A perda de 92 mil vagas em fevereiro no setor não agrícola sucede o ganho de 126 mil registrado em janeiro. Adicionalmente, parte da redução pode ser atribuída a fatores temporários, como greve no setor de saúde. Por fim, os ganhos salarias seguem robustos, o que demonstra elevado poder de barganha por parte dos trabalhadores.
- A destruição de 92 mil vagas foi particularmente decepcionante devido à expectativa, que era de um aumento de líquido de 59 mil postos de trabalho. A média móvel quadrimestral, no entanto, está no terreno positivo e em elevação desde as mínimas de novembro do ano passado (gráfico 1).
- O segmento de saúde e assistência social, o principal motor do crescimento do emprego durante grande parte dos últimos dois anos, apresentou variação negativa de 18 mil vagas. Somente a greve na Kaiser Permanent explica cerca de 31 mil postos a menos no mês passado.
- O desemprego subiu de 4,3% em janeiro para 4,4% em fevereiro, ainda inferior à máxima dos últimos 3 anos registrada em novembro de 2025.
- Os ganhos médios por hora de todos os empregados do setor privado não agrícola aumentaram 0,4% em fevereiro, mais do que o esperado pelo consenso do mercado, atingindo US$ 37,32. Nos últimos 12 meses a variação foi de 3,8%, virtualmente estável em relação aos dados anteriores.




